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Ler, porque não?

15 jun 2021
Ler, porque não?
Notícias
Quem me conhece, bem sabe que este foi um hábito que adquiri há pouco tempo. Hoje, faço-o de forma consistente e intensa. Antes disso, embora o fizesse com alguma frequência, não era com verdadeira motivação. Há cerca de dez anos, não tinha nenhuma apetência pela leitura, apenas pequeninos passos, muito pontuais. ‘Don’t get me wrong’, pois sempre gostei de acrescentar conhecimento e valor às minhas aprendizagens. Simplesmente, a leitura de um livro em papel não era algo que me atraísse.

Sempre gostei de ver o National Geographic (ainda hoje gosto), sempre aprendi com experiências, ousando e validando através da concretização prática.
Se algumas vezes fui bem-sucedido, outras houve em que falhei, tendo passado pela dor e frustração.

Via vídeos, filmes e aprendia vendo, reproduzindo, repetindo, fazendo. Persistência era o lema.

 

Na escola, sempre absorvi, com facilidade, os conhecimentos relativos a matérias que mais interesse despertavam em mim, mas também apreendi outros temas, aparentemente menos interessantes, mas abordados por excelentes comunicadores. (Isso não mudou. lol).

 

Desde a partida do Cris, iniciei um processo que despertou o meu interesse para outro nível de aprendizagem. 

Então, li um livro que marcou particularmente esse momento - Nunca Te Distraias da Vida, de Manuel Forjaz. Teve um grande impacto.

Sim, também eu decidi mudar os meus comportamentos após um momento disruptivo, traumático e de profunda dor.

A partir daí, sentia que precisava de algo mais, qualquer coisa que desse respostas às minhas questões existenciais. Sem o saber, estava a precisar de dar um sentido espiritual à vida.
Fui à procura de conhecimento e tive a oportunidade de uma incursão pelo Reiki, enquanto terapia de equilíbrio energético. Também me interessei e pesquisei outros modelos relativos ao funcionamento da mente, à gestão emocional, à compreensão do Ser e à importância de viver o Agora. Na verdade, vivia em constante ansiedade, projectado no futuro.

 

Um segundo momento disruptivo ocorreu em Londres onde, pela primeira vez na vida, me senti invisível e insignificante, mesmo estando a passar a escassos centímetros de mais de duas dezenas de pessoas, num espaço que tinha menos de 50m2. Foi uma dolorosa, mas profícua lição de humildade e de consciência. (Numa publicação futura, posso vir a aprofundar esta situação).

 

Decidi mudar a minha vida, uma vez mais. 

Na verdade, sim, já estive no fundo do poço, já recomecei inúmeras vezes, mais do que consigo contar.  Já tive tudo e já fiquei sem nada.  Ambas as situações foram lições relevantes. 

Dessa vez, retomei um processo de aprendizagem, primeiro no YouTube, a ouvir diariamente pessoas de sucesso a falar das mais variadas temáticas. Adicionei audiolivros, comecei a tomar notas, a aprofundar os temas, a pesquisar e, rapidamente, percebi que precisava de algo mais, o patamar seguinte parecia alcançável com novos hábitos e novos comportamentos. 

 

Comecei a acordar mais cedo. Inicialmente, era apenas para antecipar o envio de e-mails, confirmações de reuniões e visitas, responder, iniciar conversas, basicamente, solucionar o trabalho de backoffice.
Pouco depois, percebi que precisava de mais uma hora e comecei a acordar às 6h da manhã. Com o passar do tempo, fui adquirindo novos hábitos que permitiram perceber que precisava de ganhar mais uma hora no dia, e comecei a acordar às 5h da manhã.

 

Iniciei a prática da leitura, primeiro apenas com uma página. Depois 10, depois 30 minutos por dia, todos os dias de manhã, às 5h da manhã. 

Mantinha o trabalho de backoffice e, quando chegava ao escritório, às 8h, já tinha cumprido alguns objetivos, acordado antes do sol nascer, concluído todo o meu trabalho de backoffice, preparado e deixado as miúdas mais velhas na escola.  Tomava café (de pé), e iniciava o dia com a certeza de que podia estar ‘na rua’ a fazer o que mais gosto: falar com pessoas, arranjar soluções e resolver situações.
Sim, é assim que nasce #o_mike_resolve.

 

Recentemente, acrescentei um novo hábito, o exercício físico. De volta ao ginásio, tornou-se mais uma rotina definitiva.

Costumo dizer que ‘o dia cresce para mais cedo’. Assim sendo, houve a necessidade de ajustar horários e garantir o repouso, ao adicionar esta nova atividade diária, o exercício.  Para que isso se concretize, garanto o meu repouso a partir das 21.30h, para possa estar acordado às 4h da manhã. (Early to bed, early to rise, work like hell, and advertise.)

 

Durante a quarentena, senti que precisava de aprender a conhecer as minhas emoções e como controlar o meu comportamento.
Comecei a meditar e a praticar o controlo da respiração, ou melhor, a respirar conscientemente.
É mais fácil do que dizem, e é mais desafiante do que parece. Experimentem!

 

A aquisição destes múltiplos hábitos permitiu um crescimento muito interessante, de autoconhecimento, autoconfiança, de consciência do meu Eu.

 

Com toda esta revolução interna percebi que tinha chegado o momento de tomar uma decisão que iria mudar a minha vida para sempre. 

Como todos os processos de mudança, este também foi difícil no início, confuso no meio e revela-se intensamente mais deslumbrante a cada dia que passa.

 

E perguntas tu, o que levou a esta necessidade de mudar, o que permitiu esta evolução?

 

A resposta é simples, a leitura.

Como todos os hábitos, estes também se assemelham ao trabalho muscular pois, quanto mais exercitas, de forma consistente e inegociável, mais se nota o crescimento sustentável e duradouro.

Desde janeiro de 2020, até agora, já foram mais de 16 títulos.  

Estou agora no 17º e digo-vos, de coração, que todos eles são uma viagem importante, numa caminhada evolutiva. Permitam-se aceitar o desafio e comecem hoje.

 

Para além da leitura, mantenho os restantes hábitos, incluindo os vídeos, os podcasts, os audiolivros, as formações, a troca de ideias com pessoas altamente interessantes, o exercício, a eliminação antecipada de distrações que provocam a procrastinação (Há um TED muito interessante sobre este tema, mas não se iludam.... Somos todos procrastinadores.)

 

Fácil? Não, não é fácil! Nem era suposto ser.
Encontrarmo-nos e descobrirmos o nosso verdadeiro Eu é um trabalho que exige foco e resiliência. É uma viagem que requer coragem, desapego de hábitos tóxicos e Ser verdadeiro para consigo próprio.

Diariamente, desejava desistir? Sim, muitas vezes!

Se já duvidei de mim, das minhas capacidades? Sim, diariamente! Se já procrastinei? Sim, ainda hoje procrastino. 

A beleza de tudo isto é que não estou à espera que fique mais fácil, estou a trabalhar diariamente para Ser mais forte, para reduzir continuamente o tempo em que tenho dúvidas, em que procrastino, rumo ao 1%.  

 

Somos os únicos responsáveis pelo que nos acontece, pela reação que temos ao que nos acontece, e pela forma como lidamos com os outros e com os seus comportamentos quando as coisas acontecem.
Todos nascemos em momentos e condições diferentes, mas todos temos a possibilidade de alcançar os nossos sonhos. 

 

Eu tenho um sonho, um propósito muito claro, e é para lá que estou a ir, passo a passo, dia após dia, um patamar de cada vez. 

Tenho também uma responsabilidade enorme, Ser um exemplo e transmitir tudo aquilo que aprendi a quem tiver interesse e disponibilidade para escutar, principalmente para as minhas filhas. Inspirar as minhas filhas através do meu exemplo, é algo inegociável.

 

Compreender tudo isto permite-me ter um posicionamento de aprendiz. Nunca saberei tudo, nem é esse o objetivo, haverá sempre o livro seguinte, a aprendizagem seguinte, pois tudo é passível de Ser melhorado e estou continuamente em evolução, a subir os patamares infinitos da Vida.

Vencemos ou aprendemos, não há outro caminho.

 

Esse percurso também me permite ser Feliz, verdadeiramente Feliz, com alguns momentos de tristeza, outros de alegria, dado que a Vida tem e terá sempre um pouco de tudo. Compreender o porquê e o para quê, aceitando o que é, proporciona uma liberdade revigorante e regeneradora.

 

E tu, o que é que tu queres Ser? 
 

By Miguel Nunes


 
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